segunda-feira, 26 de março de 2012

O embarque

A despedida de minha mãe foi bem difícil. Passar aqueles dias com ela e com minha família fez-me pensar, em várias atitudes que eu sempre tive. Fez-me lembrar do quanto é bom o colo da mãe, o quanto estar ali perto da família é importante e faz tão bem para o coração.

Cada um dos que estavam ali (Stella, Pedro, Lucas e Mamãe) deram-me um abraço apertado e gostoso. A “veia” disse o sermão de todas as despedidas: “Tenha juízo, não faça nada de errado, seja feliz, estude e viva sua vida”.

O primeiro “perrengue” já aconteceu antes de sair de casa, olhei na net se tinha passagem para Brasília, tinha 17 livres, 25 minutos depois tinha só 4. Sai correndo para a rodoviária, não olhei para trás e quando cheguei tinha acabado todas as passagens. L Mas tinha um ônibus que passaria 00:30hs, pois bem, seria esse que começaria a maior viagem da minha vida. Fiquei ali, sentadinho, vendo o “Globo Reporter”, passou 1 hora, 2 horas e nada do infeliz carro de vários lugares aparece. E num é que aquela porcaria de ônibus demorou, demorou, e demorou e só passou as 2:30hs.


Primeiro problema passado, cheguei a Brasília e fui muito bem recebido. A Priscilla foi me buscar na rodoviária, nem vou comentar o estado delas “kkkkkk”. Aproveitamos para passar no extra para comprar alguns coisas para comermos, em uma distribuidora de bebidas pegamos alguns Lambruscos e fomos curtir o dia na piscina de sua casa. Os pais dela foram nos acompanhar, ficamos ali conversando, bebendo e comento. Teve até ovo cozido na água quente da piscina. Sério, a piscina com aquecedor solar estava 50º graus. Obvio que não ficamos dentro d’água. Aproveitei para pegar uma corzinha e manter aquele bronzeado do pecado.

Pensar muito em todos aqueles momentos e em que quero de minha vida. Passar aquele último final de semana com uma pessoa tão especial, fazia arrepiar até o dedão do pé a cada olhar que trocávamos. Tivemos 2 anos de muita intimidade, confiança, amizade, companheirismo e principalmente, muito amor. Cada segundo que estava com ela, fiquei aproveitando para olhar seu rosto, como o vento soprava teu cabelo, como sua buchechinha linda fica toda vermelhinha ao tomar sol, como teu sorriso ofuscava os raios daquele poderoso sol e gravar em um pente de 1 Terabyte na minha cabeça.

Fui surpreendido com uma inusitada pergunta: “Você vai chorar ao se despedir?”. Minha resposta foi simples: “não, por que é algo que será o melhor para mim, para todas as pessoas que estiverem ao meu redor e para quem quiser ficar ao meu lado no futuro”. Só que acho que minha resposta não foi a que queriam ouvir, mas fui sincero como sempre.

Fomos somente Priscilla e eu ao aeroporto, momento em que ficamos curtindo, falando coisas boas, almoçamos, rimos horrores, nos divertimos. A “treta” é sempre na hora do embarque, mas resolvi ser o mais curto possível para não ser o pior momento.

Recebi um abraço aconchegante, sabe aquele abraço que da vontade de não desgrudar mais? Então, foi um desses que recebi. Olhamos novamente um dentro dos olhos do outro, com olhares que falavam tudo o que sentíamos. Fiz questão de dizer “Até logo!”, acredito que qualquer outra frase se tornaria um martírio em meus pensamentos. Disse também “Vá e não olhe para trás, a próxima vez que me ver será o retorno”.

Fiz uma escala em São Paulo, cheguei em “Sampa” era 17:30hs e o avião para o velho continente só saía às 20:30hs. Pude aproveitar para comer o último açaí dos próximos meses, ligar para despedir dos familiares e suportar o atraso de mais um voo. Só saímos às 21:15hs. Enfim esta a caminho do velho continente.

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