Quando entrei na residência achei que teriam varias pessoas
de outras nacionalidades para tentar usar o meu “portuglês”, mas pelo
contrario, tinham 3 “brazucas” que se tornariam ótimos amigos. Rafael Marcos, Netto e Antonio. Me virei para falar com a Carmel,
proprietária do “homestay”.
Agora começa a parte ruim. Quando perguntei para os
“brazucas” onde estudavam, fiquei sabemd que estudavam na mesma escola, até ai
tudo bem, mas quando me falaram que levava cerca de 1 horas apé até a escola
fiquei de “cara”. Um deles me disse como chegará lá, era so descer a nossa rua,
caminhar até o trilho das Luas e virar a esquerda. Ok!
Fui dormir cedo, pois estava muito cansado e queria sair
cedo para a escola no outro dia. O ruim foi no dia seguinte, errei o caminho e
caminhei por aproximadamente 2 horas até achar a bendita escola. E neste meio
tempo fui pedir informação para uns nativos, imagina um inglês que eu já
custava a entender com o chefe coreano, agora no sotaque Irish. Enfim, so
entendi: “you – there- right - Luas”, só isso, kkkkkkkkkkkkkkkk.
Quando cheguei na escola fiz um teste simples, mas para mim
complexo e acertei somente uma. Então, fui falar com a diretora, super gente
fina, que ficou assustada quando comecei a falar meu péssimo inglês e
questionou-me: “Why missed it? You are speak English”. Meu problema é a bendita
gramática, bom fui para o Beginner e foi a melhor coisa que fiz.
Voltando ao assunto moradia, que foi muito complicado, por
que comprei 1 semana de moradia ao lado da escola, 5 minutos da escola e quando
cheguei aqui além de terem me passado o endereço errado, eu ainda fui colocado
em uma moradia a 50 minutos de caminhada. Cerca de 4,7km, vocês tem noção? A primeira
semana, meu pezinho deu até calo de sangue pra terem ideia.
Enviei emails para a agencia reclamando, mas não
responderam, enquanto isso eu louco procurando um lugar onde morar, afinal eu só
tinha uma semana. Quando consegui ligar na agencia, descobri que tinha ganhado
uma semana por causa deste transtorno. Eu como não tenho muitas papas na língua,
briguei com eles, como poderiam ter vendido algo que não existe. Isso mesmo
pessoal, não tem moradia disponível ao lado da escola.
A agencia AGBR, mentiu para mim e o pior que descobri que
não foi somente para mim. Conheci na mesma residência estudantil o Bruno e a
Juliana, 2 paulistas que também vieram pela mesma agencia e que também teriam
comprado a sonhada residência a 5 minutos da escola. Falando com eles, descobri
que não queria dar mais uma semana para a Juliana, pois o agente, “engraçadinho”,
disse que não tinha nada disso no contrato. Logo fui verificar meu histórico do
“MSN” e estava tudo La. A promessa de residência a 5 minutos da escola.
Tirando este transtorno, fiz ótimas amizades na residência,
curtir bastante com meus amigos. Conheci 2 Árabes, pensa nuns caras doidos. O Ahmad
e o Abdulrahim, o primeiro morava na mesma casa que eu estava e o segundo na
casa da Land Lord (dona da casa). O que morava junto comigo dava festas todos
os dias, aquele cheiro de marijuana se espalhava pela casa inteira.
Fizemos jantar de despedida para o Antonio. Alias, eu fiz
ne, por que mais ninguém manjava cozinhar. Uma macarronada que tava gostosa
viu, mas não sei se era a fome.
Na primeira semana da residência, como eu disse, fiquei meio
louco para achar um lugar para morar e sai a procura. Procurei nos site que
afim indicado (daft.ie), fui na escola procurar no mural e nada. Cheguei a
visitar algumas casas, mas quando vi o estado das casa não me imaginei morando La.
Uma delas tinha até camisinha na sala, detalhe que estava usada, era 4
sul-africanos da na casa.
Um belo dia, depois de varias horas de caminhada para
procurar casa, estava voltar par a residência e trombei com 3 brasileiros na
rua. Como não sou nem um pouco “cara de pau”, fui logo me apresentando e
perguntando se sabiam de alguma vaga, vocês não imaginam, eles tinham acabado
de alugar um apé, estavam indo para La naquele momento e tinha uma vaga. Na hora
falei que queria e fui conversar com eles e talz. Aliviado, fechei um lugar pra
morar.
Um dia fui sair com a Juliana, o Bruno, o Didi e a Nathalia,
fomos para o Templo Bar Pub. Ficamos bebendo e conversando. Acredita que me
ofereci para tirar uma foto de um casal de gringos e estraguei a maquina deles?
Putz e o cara era grande. Mas eles eram muito simpáticos, o cara brincou comigo
e se sentaram na mesma mesa que a gente. Ficamos praticando o inglês e dando
risada. Essa foi a primeira vez que sai na Irlanda. Cultura totalmente
diferente.
Enfim, tirando alguns transtornos, as 2 primeiras semanas em
Dublin foram para conhecer e adaptar a rotina de um intercambista. Ver que não
sabia nada de inglês, ver que os brasileiros se ajudam sim e que caminhar faz
bem para as pernas.







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